As Àyabás e a Maternidade – Reprodução e Salvaguarda dos Saberes das Parteiras Tradicionais é um chamado ancestral. Um reencontro com os saberes das parteiras tradicionais, que por gerações acolheram nascimentos com mãos sábias, cantos, ervas e espiritualidade — muito antes dos hospitais, muito além das estatísticas. Este projeto de formação nasce da urgência de preservar e valorizar essas práticas, em resposta a um sistema de saúde que continua falhando com quem mais precisa de cuidado.

✊🏾 O parto, para muitas mulheres negras, ainda é marcado por dor que vai além das contrações: é a dor da violência obstétrica e do racismo institucional, enraizados em uma estrutura que desumaniza corpos pretos gestantes.

📉 De acordo com a pesquisa “Nascer no Brasil”, da FIOCRUZ, mulheres negras são as maiores vítimas de violência obstétrica no país — seja no SUS ou na rede privada. São mais ignoradas, mais interrompidas, mais desrespeitadas. Muitas vezes, sequer são ouvidas sobre seus próprios corpos.

🌿 A presença de uma parteira tradicional ou de uma doula não é um luxo: é um direito, uma proteção e um ato político. É ferramenta concreta de enfrentamento ao racismo obstétrico e de resgate de uma forma de nascer onde o cuidado, o respeito e o afeto são prioridade.

Este projeto é semente, é reza, é retorno às raízes. Seguimos guiadas pelas Àyabás — mães ancestrais da criação e da vida.

Realização Associação Amigos de Nossa Senhora da Conceição
Apoio Ponto de Cultura Anarriê Produções

Este projeto foi contemplado no Edital da Política Nacional Aldir Blanc Pernambuco e tem apoio financeiro do Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

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